Monday Update 3-16-26

Mar. 16th, 2026 11:16 am
ysabetwordsmith: Artwork of the wordsmith typing. (typing)
[personal profile] ysabetwordsmith
These are some posts from the later part of last week in case you missed them:
Poem: "Colorful Opportunities"
Tool Use
Cyberspace Theory
Birdfeeding
Science
Today's Adventures
Urbana Free Library Seed Exchange
Wildlife
Creative Jam
Birdfeeding
Philosophical Questions: Pictures
Communities
Safety
Today's Adventures
Gardening
Birdfeeding
Crafts
Follow Friday 3-13-26: Love
Friday Five
Crafts
Birdfeeding
Ethnic Studies
Community Thursdays
Poem: "To Understand Water"
Cyberspace Theory
Science
Today's Adventures
Safety
Birdfeeding
Science
Prairie Moon Order
Select Seeds Order
Hard Things


Linguistics has 44 comments. Philosophical Questions: Pregnancy has 60 comments. Safety has 54 comments. Wildlife has 48 comments. Food has 67 comments.


There will be a Bonus Fishbowl on Tuesday, March 17 with a theme of "anything goes." Think back over your favorite ideas that haven't fit a prompt call yet; you can suggest whatever you want in this one.


March Meta Matters Challenge banner

[community profile] marchmetamatterschallenge is running this month. See my tracking post and the first check-in post.


The weather has been erratic here. We've had warm days. Yesterday was cold with howling wind, then pouring rain; today it snowed a bit and is still howling wind. Seen at the birdfeeders this week: a mixed flock of sparrows and house finches, a mourning dove, and a fox squirrel. Red-winged blackbirds have been singing overhead. Currently blooming: crocuses, snowdrops, winter aconite, miniature irises, daffodils, squill.

Poem: "Colorful Opportunities"

Mar. 15th, 2026 10:01 pm
ysabetwordsmith: A paint roller creates an American flag, with the text Arts and Crafts America. (Arts and Crafts America)
[personal profile] ysabetwordsmith
This is the freebie for the March [community profile] crowdfunding Creative Jam. It was inspired by the "tape" square in my 3-1-26 card for the National Crafting Month Bingo fest. It belongs to the series Arts and Crafts America.


"Colorful Opportunities"


Tape is a material
that is always full of
colorful opportunities.

It can make borders and
frames on scrapbook pages.

It stripes the handles of
tools for easy identification.

It flags pages for future reading.

It makes cute cutouts for
decorating boxes and books.

Tape holds hobbies together.

ngtskynebula: ("wants to... but tired!" little guy)
[personal profile] ngtskynebula

Depois de várias versões diferentes desse texto, a estrutura mais simples que eu encontrei foi uma lista, inspirado num artigo aleatório de um blog no Google Blogger jogado a deus-dará, cuja URL me foge à mente. (Não ficou simples, como eu queria. Que novidade!)

Quero registrar essas bobeirinhas porque depois o tempo passa e eu sinto falta se não faço; porque sempre vou lembrar com carinho da blogosfera, e me partiria o coração guardar o EON no fundo do baú sem honrá-lo com um tchau sequer. Sei lá quando essa fase passa, mas as fases só têm fim, pra mim, no momento que eu expresso ele — máxima aplicável ao blog, também.

Enfim! Olá, fanfimor. Happy New Year 2005. Como tem estado?


1. “Solidão” foi a palavra-chave do ano.

Sempre fui muito sozinha, mas isso tinha mudado de uns tempos pra cá.

Quando eu era pequena os meus pais vivenciaram uma fase muito conturbada no casamento deles que ocasionou inúmeras separações, mudanças de bairro, e, consequentemente, rematrículas nas escolas. Eu cresci sem amizades, sabe? Era muito tímida e insegura, meio apagadinha, nem sempre tive um extrovertido pra me adotar. E quando tinha não vingava, pois no ano seguinte eu ia embora. No ensino médio experienciei alguma consistência pela primeira vez, e pude cultivar vínculos com colegas da escola e fãs online, das mesmas mídias que eu, o que mudou o cenário.

Hoje eu tenho essas pessoas como meus amigos, e eles estão na minha vida desde aquela época. São amores que eu zelo há cinco, seis anos (a Duda é a mais antiga, conheço ela há doze anos, e o Lu vai logo atrás, sendo um presente do ginásio), e alguns desses, que eu conheci através da internet, até vi presencialmente. Com certeza eu não seria metade de quem sou sem o carinho deles, e a vivência que tive com cada um, a seu modo, são as memórias mais felizes da minha adolescência e início da vida adulta. Eu pude passear com os meus amigos, sabe?

Lá traz, a mim aos oito anos, tão só, orou por isso mais que tudo.

Bom, em 2025 a tentativa de regularidade cessou. Eu precisei desistir do trabalho no restaurante pra me dedicar aos estágios e eventos acadêmicos, e, okay, eu não me arrependo pois foi um sacrifício proveitoso, mas eu me senti tão, tão sozinha o ano todo, enfurnada em casa ou indo pra clínica (e, depois, pro hospital), restrita ao celular que estimula a ansiedade em mim, preocupada com o meu futuro financeiro e inquieta, cheia de saudades sem ter como suprir isso porque eu não tive energia e não tive dinheiro. Quanto à faculdade me foi útil, pois liberou tempo hábil para meter a cara nos cadernos, mas, em compensação, piorou o meu adoecimento psicológico.


Optar pelo freelance, anos atrás, em vez dum emprego fixo foi, afinal, um tiro no pé.

Eu me arrependo de ter tido medo de trabalhar direto e atrapalhar os estudos; se o tivesse feito, hoje estaria adaptada e teria meios de estar com quem quero. Não foi inteligente pra mim. Se eu pudesse voltar no tempo, aconselharia a mim mesma que desse a cara a tapa.

Espero ter comunicado, com clareza, que não estou cuspindo pra cima. Poder esperar até o final da faculdade para precisar trabalhar é um privilégio enorme, e eu sou grata pelo conforto que os meus pais me fornecem, porém não ter tido essa experiência me roubou oportunidades; tanto de, hoje, ter acesso à cidade e ao lazer, quanto de desenvolver essa particularidade. Fico até constrangida de falar disso, mas é como me sinto… pra mim, que valorizo a independência, ter quase vinte e cinco anos e só agora estar pondo, de verdade, os pés nessa dimensão da vida me causa grande dissabor.

Eu não saio de casa se não tiver o meu dinheiro, e como em 2025 eu fiquei sem dinheiro — bom, eu não saí. Senti falta. Doeu. O pão na mesa e o teto sobre a coroa são duas “regalias” tão características na vida do pobre brasileiro que falar de passeios, vida social e o mínimo de tranquilidade parece até papo de madame mimada, mas não é.

O básico é fundamental, e é mais importante, sim, mas não é tudo.

Senti o gostinho do mel que é ter amigos pra bater perna comigo, saraus e museus pra visitar, ou mimos esporádicos que sirvam de bibelô, e eu senti falta. O ano todo. 2025 teria doído menos se a ausência não me lembrasse do maior trauma: a solidão.


2. O “cansaço”, a “culpa” e a “ambivalência” vêm logo atrás.

Por muito tempo, mas principalmente em 2025, o meu limite geográfico se resumiu ao meu quarto: não o terraço, aberto aos ventos úmidos e aos raios de sol, e muito menos às ruas arborizadas do bairro onde eu moro, mas à minha cama, rente à parede, dentro do quarto fechado. Esse cenário minúsculo reflete bem o estado do meu mundo interno, na época: um canto pequeno, sob a sombra, sem fôlego, o desânimo materializado.

Minha rotina dedicada às pendências da faculdade, sem respiros sociais ou recreativos, alimentou a exaustão mental própria desse estágio, e como eu não tive energia ou motivação para mudar o que estivesse ao meu alcance, me senti culpada o tempo todo. Culpa por não estar fazendo mais, culpa por não estar fazendo o que queria, culpa por me sentir culpada. Tanta angústia, às vezes, variou em ambivalência, um meio caminho entre o ressentimento e a gratidão, mas frequentemente desaguou na aversão e autorrejeição.

Talvez eu nunca tenha sofrido tanto com a régua da minha eu-censora como em 2025. O turbilhão de emoções, associados ao blues usual da vida adulta, tornou a vivência do eu… castigante.

Se o nosso mundo interno é um jardim ou uma lagoa, o meu, no ano passado, não passou de um canteiro de terra arenosa, pouco nutritiva, ou um corpo d’água raso e sujo de detritos.


3. Uma parte alegre de mim morreu, depois de adulta.

Certo dia, na época do meu aniversário, a Madu me disse algo que me causou profunda estranheza: que eu sou uma pessoa muito alegre, apesar de tudo. Isso me fez parar e pensar, pois faz um tempo que eu não incluo “alegria” na minha lista pessoal de características.

Eu me perguntei onde que ela tinha visto isso em mim. Que coisa!

Emocionalmente, não tive a infância mais segura do mundo, porém tive acesso a confortos que me permitiram ser minimamente feliz; conforme cresci, e tomei consciência da minha realidade, me vi cada vez mais cabisbaixa, melancólica. Hoje digo, até, que sou meio ácida, meio cética, desapegada à vida — não ao ponto de querer tirar a minha, mas atravessando o meu tempo na Terra com a certeza íntima de que não existe bondade o suficiente aqui pra fazer isso tudo valer a pena.


Se eu pudesse escolher, escolheria não ter nascido, e todo dia eu torço para que não haja vida após a morte. Se houver, será colossalmente revoltante.

Em determinado momento da minha graduação, acho que quando começou a cair a ficha do que é ser adulta, me entristeci com o prospecto de que aquele cansaço fundamental que comecei a sentir me acompanharia pelo resto da vida. Na época essa visão me afetou porque eu ainda esperava viver como me prometeram antes, que se fosse uma pessoa boa a ‘vida boa’ me estaria garantida, mas os anos revelaram a verdade: não existe meritocracia, inclusive quanto à satisfação com a vida. Claro, amadurecer a minha perspectiva faz parte de se tornar adulto, e eu não acho que se fosse de outra maneira seria melhor, porém no átimo de entender que não, a vida adulta não é sequer uma mísera poça de rosas — quem dirá um mar —, e que sim, ela é injusta, incerta, cansativa e turbulenta, uma parcela essencial do brilho nos meus olhos morreu de vez.

Me sinto desconectada do “espírito brasileiro”, lembrado pela alegria apesar da adversidade; ou, talvez, será isso parte do que é ser brasileiro, justamente essa exaustão incorrigível dentro do peito? Não sei. Eu deveria ser mais alegre? Se fosse, me sentiria menos pesada, ou haveriam novos desafios pra mim? Que dúvida cruel. É possível ser verdadeiramente alegre sendo uma pessoa socialmente vulnerável no Brasil? O que é ser “verdadeiramente alegre”, afinal? Ugh.

Minha sensação de cansaço fundamental daquela época se transformou na melancolia que, hoje, eu aceito como parte de mim. Sou compassiva, mas não empática; não tenho apego à vida, mas, ainda assim, lutarei por ela, por mim e pelos outros ao meu redor; eu me orgulho de ser séria. A fala da Madu me norteou de modo positivo, mas, curiosamente, não me sinto triste por constatar a falta de alegria aqui dentro. Acho que a quietude e a melancolia me servem um pouco melhor, pelo menos por enquanto. O luto passou, estou fora do cemitério.


4. Li nenhum livro esse ano, mas li ensaios na internet.

Bom, eu até pensei em trazer uma lista de recomendações mas descobri que reler todos os textos salvos no meu navegador dá muito trabalho. Ao invés, comentarei sobre os muitos temas que me cativaram em 2025. Hooray!

Os temas mais extensos foram ecossocialismo e otimismo ambiental, porque eu sofro bastante pela ecoansiedade e precisei de acolhimento fundamentado em ciência para gerenciar isso; alegria, mais ódio, como resistência e complemento um do outro; e letramento quanto à segurança digital. Achei, inclusive, alguns livros sobre ecossocialismo e privacidade digital, embora não planeje lê-los já em 2026. Quanto à questão da alegria e do ódio dentro do ativismo político só posso dizer que deixei o tópico no pano de fundo, não por desinteresse mas para priorizar outros conhecimentos.

Também descobri sobre o conceito de solarpunk, que é tanto um framework político-organizacional quanto uma filosofia estética, antagônica ao cyberpunk. O solarpunk é, pra mim, uma utopia; é uma esperança. Eventualmente investigarei mídias audiovisuais e literárias baseadas nele para adicionar ao meu repertório cultural. Vem aí, fanfimor! Vem aí!

O que mais me desconcerta, recentemente, é a falta de privacidade digital sendo imposta sobre as massas, sobretudo o rastreamento de dados pessoais para fortalecer as câmaras de eco algorítmico nas redes sociais e a variação de preço predatória nos marketplaces. Eu não quero os meus dados nas mãos dos bilionários oligarcas, eles não se importam com o cliente: só se importam em lucrar o máximo possível, inclusive quando não há nenhuma troca real sendo feita por aquele dinheiro (ou seja, quando a mais-valia vem da especulação) e principalmente de maneira antiética. Não consigo sair de vez da internet, porém enquanto estiver aqui quero fazê-lo de modo informado.

No entanto, falando em sair da internet…! Poxa, bem que eu queria. No Insta passei a me interessar por unboxing de telefones dos anos ‘90 e 2000, são as coisas mais lindas, e agora eu quero um flip pra chamar de meu. Até achei um sendo vendido esses dias, mas ele custa uma pechincha de mil e tantos mirréi e eu não tenho tais papiros comigo neste momento, affs. Na melhor das hipóteses, em cinco anos eu consigo estabelecer a minha plataforma profissional nas redes e poderei me ausentar sem danos à minha renda, mas claro que darei um jeito de ficar online o menor tempo possível até lá. Hobbies pra quem te quero! Ativismo político! Leituras! Quase qualquer coisa!

Por fim, outro tema que me interessou esse ano foi o fic-binding! Até me inscrevi em alguns canais no YouTube, hehe. Cumpri a minha promessa de aprender a usar o Scribus? Não. Realizei a meta de transformar os textos do EON em livretos, pra começar a treinar? De jeito nenhum. Estou pensando em como realmente começar a fazer isso ano que vem? Claro! Que não, haha! ⸜(*ˊᗜˋ*)⸝ Meu deus, tá tocando Bindaetteok Gentleman na TV… que saudades do Jeonghannie, affs. Um beijo e um queijo, família, eu tenho muitas décadas de vida pela frente. Dá tempo, dá tempo.

Nossa, sério, que saudades do Yoon Jeonghan. Credo.

Ufa! Terminei. Na próxima vez faço uma lista de leituras recomendadas, menos trabalhoso.


5. Eu assisti bem mais filmes e séries que o meu usual.

Resolvi usar o MyLists porque não me adaptei ao hype do Letterboxd (me sentia pressionada por lá, olha que loucura!), e o MyLists, meu flopinho most beloved, não tem retrospectiva… que eu saiba. Ele me serve bem apesar disso, portanto não me aborreço em ter que fazer o resumo a punho, tal qual os incas e maias (já adianto que vou omitir, e esquecer, dum bocado):

  • Perfect Match (36 EPs, 2025); The Princess Royal (40 EPs, 2024); Love Is A Poison (12 EPs, 2024); Love Game In Eastern Fantasy (32 EPs, 2024), Blood, Sex & Royalty (3 EPs, 2022): lembro de ter assistido e terminado as séries esse ano, e, como pode ver, séries históricas chinesas moram no meu coração. Ó, eu ter finalizado os títulos não é um testamento de ‘excelentes roteiros’, mas, sim, de que me entreteram o suficiente pra eu ir até o fim. Estão todos na Netflix.
  • Poisonous Love (11 EPs, 2025), The Double (40 EPs, 2024): eu ainda estou “assistindo” essas duas, mas comecei em 2025. A webseries Girls’ Love está no YouTube, e a série chinesa está na Netflix. Em certo momento do ano fiquei mais lenta e sem paciência, por isso não sei quando retornarei às queridas.
  • Em 2025 eu assisti vários filmes, mas vou citar só os que dei boas notas e me chamaram a atenção: Straw (2025), The First Grader (2010), The Handmaiden (2016), Gangubai Kathiawadi (2022). Curiosidade do dia — eu não sabia que The Handmaiden tem cena de sexo, só sabia que tinha romance sáfico… ainda bem que assisti no meu notebook, uár.


Se o MyLists implementar uma retrospectiva em 2026 eu ficarei tilintante de felicidade, mas mesmo que isso não aconteça estarei aqui para divulgar o meu estimado companheiro. Sejamos moots! Sou a ngtskynebula por lá, também, hihihi.


Geralmente eu assisto muita pouca coisa todo ano porque ficar na TV me dá dor de cabeça, mas em 2025 estive tão deprê que o meu maior sinal de humor nas cucuias quase virou um comportamento usual…! Quando tô bem leio bastante, mas quando tô mal assisto coisas por associar o audiovisual a narrativas que não me fazem pensar muito. É cem por cento entretenimento.

Apesar disso, tá tranquilo. São fases e fases. Foi legal ter descoberto as histórias neste formato!


6. Decidi o que quero da minha carreira pelos próximos 5 anos.

Quero deixar os meus planos grandiosos suficientemente explícitos por essas bandas: as minhas maiores metas são a residência em Fisioterapia Traumato-Ortopédica pelo INTO (Rio), e financiar a minha casa própria. Não tenho vontade de sair do município, pelo menos não enquanto estiver atuando (mas me enfurnaria em Campo dos Goytacazes se um dia conseguisse me aposentar, porém sinto que terei uma síncope antes, lamento), embora esteja disposta a ir pra outro canto do sudeste… por pouco tempo. Nomeadamente, a pós em Recreação e lazer da UFMG (única do tipo no Br!).

No meio tempo tenho uns vários cursos pra fazer, de complementação e atualização. Também optei por dar uma chance à Fisioterapia Cardiorrespiratória, apesar de ter quase desistido real do curso quando estava matriculada na disciplina — Fisio. Neurológica é fichinha diante de cardiopatias e pneumopatias, sério —, por razões de: dinheiro.

Minha expectativa, daqui a cinco anos, é ter as duas especialidades no meu currículo. Em cinco anos eu estarei com 29 anos. Bastante cedo pra estar diplomada, atuando e benquista! Tenho essas ideias em mente, né, mas assim… não vou mentir que levo tudo com um ar de ceticismo e acidez, porque é foda fazer planos pros próximos cinco, dez, quinze ou vinte anos com o estado do jeito que está, a região do jeito que está, o país do jeito que está, e o continente e o resto do mundo. Os planos são pra não parar porque eu sou pobre e não posso parar, mas botar fé, mesmo, é difícil.

É difícil ser consciente das mazelas que lhe atravessam, visse.


7. Gostaria de ler 25 livros em 2026.

Eu não vou ler isso tudo, é claro. Admito que queria muito, mas após uma reunião com as minhas outras personalidades concluí que ser realista é bom, e, veja, 25 livros no ano em que precisarei me desdobrar pra alavancar a minha vida profissional é… muita falta de autoamor, isso sim. (O puxão de orelha da Meddy me ajudou, também.) Porém quinze livros dá, né? Espero que sim!

Lá pra 2022 eu criei toooda uma lista de critérios pra ter certeza de que a minha TBR anual seria o mais diversa possível, mas dessa vez só confiei no meu instinto literário e fui, ó:

  1. Comer para não morrer, 496 p. [Leitura em andamento.] Quase quinhentas páginas a favor de alimentos in natura, um argumento bastante relevante mas que não me engajou a ponto de conseguir terminar o livro em tempo hábil. O Skoob me diz que eu iniciei o livro em janeiro de 2023… e registrei o progresso, pela última vez, em setembro de 2024. Bom, que 2026 traga comidas gostosas e leituras finalizadas! A segunda metade é só com receitas, quero estrear o meu caderninho personalizado com os destaques da querida.
  2. A construção do argumento, 266 p. [Leitura em andamento.] Não menti quando disse que vou me tornar boa ensaísta, do mesmo modo que quero me tornar uma romancista habilidosa. Peguei pra ler esse livro, que não lembro aonde achei, para aprender a melhor forma de estruturar dissertações argumentativas. O livro é bom, só é meio denso então não li muito dele esse ano por não ter energia para o esforço intelectual exigido; não espero que ‘26 seja mais leve pra mim, mas se haverá melhor momento pra estudar argumentação e escrita do que o início da minha carreira como fisioterapeuta… eu desconheço, viu.
  3. Introduction to recreation and leisure, 460 p. [Leitura em andamento.] Lembro de um texto aleatório no Tumblr pipocar na minha dashboard há uns três ou quatro anos, e eu fiquei tão deslumbrada com a ideia de existir tooodo um campo de estudos para o lazer, o meu tópico favorito nas aulas teóricas de Educação Física do ensino médio, que eu vasculhei a internet no mesmo dia atrás do eBook mais recente. O que eu tenho é de 2012, e até tem uma versão mais recente porém ela custa uma bagatela de mais-mirréis-em-dólares-do-que-possuo. É. Mas a versão que eu achei é boa, mesmo assim! Tão boa que tem quase quinhentas páginas também, e eu nunca consigo terminar esta porra desta caralha! Ela é ótima!, ugh.
  4. Arrangements in blue, 240 p. Não há paz para Miranda no Rio de Janeiro, portanto 2025 foi um ano de algumas, não muitas mas também não poucas, movimentações internas… sem deixar de fora a minha experiência sexual pessoal, ou seja, a minha identificação enquanto demissexual multirromântica. Venho refletindo bastante sobre não me ver no “modelo de vida tradicional” postulado para nós, mulheres, de crescer, casar, ter filhos, murchar como uma flor seca e morrer cheia de ressentimentos. O livro trata da jornada ausente de amor romântico que a autora, Amy Key, vive. Quero ponderar quanto à minha indiferença ao amor romântico, que às vezes é uma aversão, até, e espero que esse livro me ajude nisso. O que é uma graça considerando que quase todas as minhas fanfics são de romance, mas é aquilo, né: treinadores não jogam, hehe.
  5. Asexual erotics, 196 p. Sim, em 2025 eu me virei muito para a assexualidade, e não, esse não é o único livro no tópico que eu encasquetei de ler, mas é o cujo título mais me intrigou. O erótico dentro do assexual? Como assim?! Bom, eu vou descobrir. (Tem outro que eu também tô doida pra ler, mas ele tem mais de quatrocentas unidades de papel cheio de palavras e eu não tô podendo me enrabichar com outro calhamaço, muitíssimo obrigada. Sim, passou de 300 páginas pra mim é calhamaço. Me deixa com meu melodrama, vá!)
  6. Elogio da lentidão, 132 p. O que eu li de Introduction to recreation and leisure me tornou bem mais anticapitalista do que eu já era, e grande fã do movimento antiprodutivista. Nas minhas idas e vindas em perfis no Instagram conversando sobre o causo me deparei com essa rec de leitura, e quem sou eu senão uma reles mortal ao serviço do bookgram, não é mesmo? Esse eu vou ter que comprar a versão física, o que é problemático. Me vejo obrigada a expulsar o meu irmão do quarto pra liberar espaço, lamento, lamento… #bookstanlife.
  7. Um conto para ser tempo, 528 p. [Leitura em andamento.] Eu ganhei essa cópia de presente do Zeldinha na Bienal do Livro 2023, e comecei ela numa buddy read com o Meddy que eu nunca terminei porque sou a pessoa mais pobre coitada que já pisou no Brasil…! Sério, o Mel terminou o livro e eu me afundei num poço de antileitura da qual não saí até hoje. Mas! Em 2026 vem aí, vem aí… em 2026 eu termino o livro que comecei no ano retrasado. E a edição é linda, gente, linda, linda, linda, uma da MorroBranco belíssima demais. É um dos livros mais bonitos que eu tenho, e veio de uma pessoa que eu adoro. Me sinto genuinamente culpada pela demora horrorosa pra terminar ele, e pela minha frouxidão como buddy reader, mas já fui adequadamente repreendida por me sentir culpada então não vou nem falar que ainda me sinto culpada, viu?
  8. Mariposa vermelha, 272 p. Esse livro é brochura, porém também é lindíssimo (e de páginas amarelas, o que amamooos por aqui.) Quem me deu de presente foi o Luiz! Também não lembro onde que eu vi recomendarem e nem o enredo da história, mas a capa ficou na memória desde que descobri ele; então, quando estávamos batendo perna no shopping, eu calhei de comentar dele pro Lu. Tinha sido meu aniversário recentemente, por isso ele pôde me convencer de levar o presente pra casa, affs. Não vejo a hora de poder ser sugar mommy, também, viu! Hikari, Zeldinha, Luiz e Melody serão as primeiras vítimas do meu ataque de Ursinha Carinhosa, estejam atentos! Apesar de que o correio brasileiro, ugh…
  9. O pequeno príncipe, 96 p. Um mini-clássico infantojuvenil que eu tô pra ler desde que o mundo é mundo, e que tomei coragem de ler agora porque as pessoas finalmente pararam de panfletar ele pra mim. Sou do tipo que sente menos vontade de conferir algo quanto mais ferrenha a publicidade, lamento, lamento… mas lerei! É isso o que importa. Confesso que fiquei tentada a trocar este pela releitura de A princesa flutuante, mas o pequenino ganhou.
  10. Árvore inexplicável, 328 p. Já li Porém Bruxa, da mesma autora—Carol Chiovatto—, e eu sou absolutamente a-pai-xo-nada por essa escritora brasileira. Estou pra comprar a versão física de Porém Bruxa há tempos, mas já que ela publicou esse novo título recentemente eu vou me mimar e comprar logo os dois, hehehehe. Eu leria até a lista de compras da Carol, sério, eu nem sei do que se trata o livro mas já que foi ela quem escreveu… estarei lendo!


[Inserir tabela com a TBR 2026.]
 

  1. O processo, 279 p. Será o meu primeiro título de Franz Kafka, grandemente lembrado pelo seu clássico A metamorfose (que um dia talvez eu leia). Comprei a versão da Pé da Letra, de 2018; é um livrinho leve, branco só pra me dar trabalho, de projeto editorial razoável. Ando querendo ler os quase-muitos livros físicos escondidos no fundo do meu armário, e tentar a sorte com um autor célebre me pareceu inteligente. Clássicos são clássicos por um bom motivo, galerinha, então é sempre bom buscar criar oportunidades para lê-los.
  2. A ridícula ideia de nunca mais te ver, 209 p. Esse vi no Skoob da Madu, e o título é tão curioso que não pude me conter. O nome de usuário da Madu vem desse livro, ela adora ele, então tô bem animada para lê-lo e chorar bastante, talvez, quem sabe.
  3. Otaku Magazine: Creatures, 164 p. Sem querer achei essa série de revistas, hoje um projeto abandonado pelo estúdio, enquanto procurava por livros de estudos midiáticos voltados para o universo otaku. Não estão todas em inglês, e eu não faço ideia do que esperar, mas tá okay. Inclusive vale a pena anotar que, por causa dessas revistas, me lembrei que revistas existem, e, portanto, quando eu me tornar ensaísta posso realizar o meu, até então esquecido, sonho de garota nascida nos anos 2000… ser publicada num editorial do tipo! Hooray!
  4. Otaku Magazine: Kaidan, 164 p. Idem.
  5. Otaku Magazine: Play, 132 p. Idem.


Por fim, para fins de posterioridade, uma tabela simples com minhas TBRs falidas de 2024 e 2025:

[Inserir imagens aqui.]


8. Gostaria de voltar a dançar e cozinhar, também.

Contrário ao que a minha formação acadêmica enquanto fisioterapeuta pode insinuar, eu (ainda!) não tenho quaisquer habilidades corporais. E isso me frustra desde que o mundo é mundo.

Nas aulas de Educação Física do colégio eu sempre fiquei na arquibancada para não evidenciar o quão desengonçada era, e quando não conseguia fugir das ordens do professor a minha vergonha do meu próprio corpo gerando movimento, atraindo atenção, e de maneira desajeitada, me fez odiar a mim mesma cada vez mais. Por fim, aos quinze anos participei da minha primeira aula de dança e fui acolhida pela professora; me apaixonei pelo prazer de dançar, pela ideia de desenvolver minhas competências físicas com aquele dinamismo rítmico. Contudo a gente não pode ganhar todas, mas, pelo visto, pode perder, então eu comecei a ficar hiperconsciente de como era péssima dançando, e em vez de ter culhões pra aprender a ser boa… eu desisti.

Horrível, horrível! Pior decisão de todas! Sinto muita falta da dança, mas o tempo passou e, com ele, o momentum; no pique que eu me cobrei por não dançar, me decepcionei com a minha inabilidade gritante toda vez que tentava retomar. O comportamento tornou-se cíclico, até eu sofrer de sinais e sintomas de hipertensão arterial. Hipertensão arterial aos vinte anos é estarrecedor; e no meu caso, foi um alerta fortíssimo do meu estilo de vida sedentário. Se eu tivesse sido paciente comigo mesma quando mais jovem não teria chegado a esse ponto…

Estou arrependida, insegura e desencantada, porém sei que preciso reaprender a aprender; tenho que ter coragem de ser ruim, até porque precisarei fazer isso muitas mais vezes daqui pra frente. Em 2026, mais do que melhorar a resistência cardiorrespiratória e aumentar a minha força, quero voltar a dançar porque ela me faz feliz. E se eu for ruim, dane-se, eu que lute!

(Eu digo, trêmula de constrangimento.)

Por outro lado, cozinhar também me deixa feliz — mas é outra habilidade que não cultivei por medo de falhar, entre outras razões. Não sei se terei tempo hábil para experimentar receitas esse ano, mas se tiver fará bem a mim. O meu museu de tentativas… não, mas tá okay, tá okay. Tudo a seu tempo, o que tiver de se encaixar vai se encaixar, sem apavoro, sem ansiedade! Sem apavoro!


9. Sonho em passar o tempo confeccionando zines e criando hortas.

Em determinado momento da minha estadia no Tumblr (e sim, eu ainda uso o Tumblr em 2026), fiquei sabendo da existência do fic-binding… e nunca mais tirei isso da cabeça. No futuro me darei um curso de encadernação e restauração de livros de presente, só porque gosto e porque quero, mas, por hora, gostaria de começar as missões com projetos simples — como transformar os textos do EON em livretinhos A5. Eu também faria isso com as minhas oneshots! Não que eu tenha muitas terminadas e elegíveis, ahem. (Dá pra acreditar que, um dia, eu criei um blog pra divulgar as minhas fanfics, e depois disso escrevi de tudo, menos as danadas das fanfics?! Gagged.)

Outra ideia que eu tenho é de conceitualizar e concretizar um fanbook fanmade de Grand Chase, com ensaios curtos, ilustrações e mais qualquer outro fanwork que der na telha; uma collab com os meus amigos que fazem parte do fandom. Eu imagino o fanbook como uma revistinha, tipo aquelas da Capricho, sabe? Talvez eu finalmente aprenda a mexer no Scribus, assim.

Faz um tempo que eu reflito sobre maneiras de tornar as minhas atividades de fanfiqueira menos digitais e mais físicas, não só pela questão do arquivamento mas, também, pra que eu saia da frente do computador, mesmo. Muito da minha criatividade é centralizada no teclado do laptop, eu quero mudar um pouco isso. Já é tempo, mais de dez anos… ui.

Outra atividade manual que gostaria de experimentar é manter um jardim. Minha mãe é “mãe de plantas”, enquanto que eu não tenho afinidade mas acho bonito; quero aprender a ter. Um jardim é bastante responsabilidade, você precisa cuidar frequentemente para que os matinhos não morram, e eu acho que é isso que me faz hesitar mesmo morando numa casa com quintal a vida toda.

Quem sabe eu até retome algumas lembranças da infância, como o pé de acerola, a mangueira, a goiabeira, o limoeiro e a roseira branca. O chão de terra molhada, o capim crescendo…


10. Minha relação com o meu corpo não melhorou.

Apesar de não ser a maior fã da minha aparência, a minha maior insegurança é mais pragmática: minha cognição e meu condicionamento físico não acompanham as minhas intenções, o que me frustra grandemente. Se planejo algo, qualquer coisa que seja, sempre me demandará muita energia e gerará pouco retorno… faz bastante tempo que eu não sei o que é me jogar de cabeça num projeto sem me entristecer com a minha incompetência, e, por causa disso, eu paro.

Eu desaprendi a aprender, tanto o que é intelectual quanto o que é cinético, e agora, hiperconsciente das minhas inabilidades, eu congelo, hesito, paro e desisto. Eu me culpo, me revolto, me enclausuro em mim. Estou tentando mudar há vários anos, mas o que conquistei até hoje não é suficiente pro que preciso a seguir, então reconstruir os meus hábitos está sendo dificílimo, sobretudo porque eu preciso de um alto senso de automerecimento pra investir em mim mesma, e ainda não tenho essa autoestima toda. Vario da ambivalência à aversão em relação a mim, e não enxergo no eu que existe enquanto corpo e pessoa um alguém que valha tanto esforço.

Faz pouco tempo que pude colocar isso em palavras, aliás; até então eu só sentia a melancolia e a irritação, mas agora sei que sou eu me autossabotando ao procrastinar o que é importante, e viável, pra mim. Certo dia minha mãe me disse: “Rico indica, pobre tem que ter paciência”, e é verdade. Eu preciso ter paciência com os fatores externos, aquém, e com os fatores intrínsecos, muitos dos quais simplesmente não tenho coragem de modificar pois tanto o sucesso quanto o fracasso me apavoram. Sei que estou evoluindo, e sei que essas crises existenciais têm que acontecer nas fases que estão acontecendo, sem postergar artificialmente epifanias que pertencem a idades específicas, mas é tão difícil confrontar a mim mesma hoje, sem ego, sem uma identidade fora do que estou, do que faço e de como posso ser útil ao outro… quem sou eu quando eu só sou? Quem sou eu quando eu mereço a minha própria atenção e carinho? O que eu tenho que fazer pra me tornar essa eu?

Eu me pergunto como seria a minha vida se eu pudesse contar comigo mesma.

(Sabia que isso tem nome? Se chama “autoeficácia”, e é um dos componentes do autoconceito.)

Nesse primeiro trimestre de 2026 passei por uma série de crises existenciais, que, na verdade, só são episódios filosóficos pertencentes à minha graduação — mas dos quais, na época, eu fugi, em vez de confrontá-los, então se acumularam —, porém, felizmente, cheguei a algumas conclusões.

Em relação à autoestima e o senso de automerecimento não tem jeito, isso é projeto de vida toda; sendo assim, a minha motivação precisará ser extrínseca por um tempo. Quanto ao medo de aprender, e a falta de atrevimento… a resposta é incômoda e anticlimática: abaixo minha régua pessoal, e faço com medo, mesmo. Eu ainda não sou audaciosa, mas não posso esperar me tornar tal espontaneamente. Tenho prazos a cumprir, comigo e com os outros. Pessoas a honrar.

No entanto, para além dos planos de carreira, que exigirão um corpo forte e uma mente afiada, eu retornarei à peregrinação de cuidar de mim por mim, mesmo, pois o tempo não é misericordioso; se ele vai passar, independente da minha vontade, então é mais inteligente que eu faça o que posso hoje para o bem daquela versão do ‘eu’ que existe no futuro.

Por mais doloroso que seja facear quem eu sou hoje.


11. Os pilares da minha rotina real mudarão em 2026.

[Inserir a minha capa desktop aqui.]

Em janeiro eu fiz muuuitos planejamentos, de profissionais a financeiros e acadêmicos e pessoais, bastante coisa, todos dependentes de uma mudança radical no meu dia a dia. Quando colocado no papel, eu estava jogando as minhas horas de vida no ralo com as redes sociais e a procrastinação, algo que me impactou grandemente. Nos últimos cinco, oito anos, eu venho objetivando melhorar enquanto pessoa, isso não é novo, mas agora, aos 24 e recém graduada, estou num degrau decisivo na minha vida que não comporta, mais, a moleza prévia. O crescimento que tive necessariamente precisará duma guinada de aceleração, daqui pra frente.

Comecei analisando quais os meus maus comportamentos atuais, e anotei os pilares da mulher que eu me tornarei — como se diferem da mulher que sou. Na minha visão, leio muito e leio bem; estudo bastante, sou lembrada por isso; e não fico enfurnada no meu quarto. Comecei a implementar um pouco de cada princípio em janeiro, e estou progredindo com lentidão mas intencionalidade. Está sendo muitíssimo desafiador reconstruir meus hábitos, largar os vícios e a autossabotagem, contudo levo comigo algumas verdades absolutas: “Você faz da sua vida o que você faz dos seus dias.” “Faça cansada, mesmo; faça com medo, mesmo. Só faça.” “Você é o que você sabe, e o que você não sabe você pode aprender.” Eles funcionam pra mim.

Pra me ajudar a não perder esses grandes objetivos de vista, fiz uma colagem no Canva. Eu tô muito feliz com o resultado porque não sou uma pessoa visual, porém, mesmo assim, a colagem saiu uma graça! Ela é a minha capa de desktop, então toda vez que abro o laptop me lembro do panorama, do porque estou me dando todo esse trabalho. O pouquinho que faço dia após dia se acumulará com o tempo. Meu método de planejamento mudou em 2026, evoluiu; acho que nunca estive tão satisfeita com o que anoto no caderninho. Estou me permitindo criar expectativas…!


12. Concluí que 25 anos é cedo o suficiente, sabe?

Quando ingressei no ensino superior tinha os objetivos utópicos típicos de quem, enfim, consegue uma chance de mobilidade social: sair da casa dos meus pais, financiar minha casa própria e ter a renda mensal maior que o salário mínimo vigente. Não desisti de alcançar essa vida de qualidade, é claro, mas quebrei a cara umas duas vezes tendo que abrir mão de certas possibilidades porque não seria sustentável a longo prazo. E doeu, bastante.


Achei que no último ano estaria num estágio remunerado, e que assim que me formasse poderia ir pro meu cantinho… eu estava contando com isso, foi o que me motivou quando a situação acentuou e o copo quase transbordou, mas as coisas foram acontecendo e acontecendo.

Durante a minha formação, na adolescência, passei por baques semelhantes — achar que as coisas mudariam, melhorariam. Não muda, sempre dói. Não me culpo por ter tido esperança de novo, só me admiro por ter inventado mais resiliência de um pote que julguei estar vazio há anos.

Não deu certo aos quinze, dezoito anos. Não deu certo nos vinte, vinte e três anos, também. Eu fui jogando pra frente, engolindo os sapos e tentando não me desesperar de frustração, não ceder ao medo das coisas nunca mudarem pelo resto da minha vida. Em 2025 eu refleti repetidamente sobre o causo, ao ponto de esquadrinhar mágoas melhor mantidas quietas, e até conversei com alguns amigos… bem como quanto a várias outras questões, processei o luto de sepultar um grande sonho e, com carinho, me permiti emudecer a eu-censora. Teria sido bom se eu pudesse sair de casa assim que terminasse a faculdade, mas eu não posso, e está tudo bem que eu não possa.

Minha vida toda não foi arruinada só por isso. Está tudo bem.

Vivo dizendo aos meus amigos para olharem o panorama; ainda que algumas das nossas conquistas tenham demorado até agora, temos todo o tempo a seguir para usufruir delas, sabe? Se você atinge um determinado objetivo aos 30 anos, tem os 50 anos pela frente para aproveitar. É muito fácil, pra mim, incentivar os meus amigos enquanto a minha régua segue lá em cima, mas isso mina a minha energia psicoemocional. Não vale a pena. Ser amiga de mim mesma também envolve tais bobajadas, como seguir meus próprios conselhos e acreditar que as coisas se encaixarão ao tiverem de encaixar, e que valerá a pena confiar no processo.

Dificílimo, mas não inatingível.

Então é isso. Silenciei a minha eu-censora, apegada à ideia de que eu “tinha” que ter conseguido tudo logo ao terminar a faculdade, e acolhi a mim mesma. Continuarei na casa dos meus pais — que é um privilégio socioeconômico, atesto e sou grata —, ainda que esteja ansiosa para ter a minha casa, e vou buscar psicoterapia do jeito que der, admitindo o crescimento que for viável.

Eu precisei postergar várias coisas, mas se consegui-las aos 25 anos ainda será bem cedo, né? E se consegui-las aos 30, também. Ou depois, ou depois e depois. O movimento do processo será bom, e certos resultados na nossa vida nem deveriam ter prazo pra começo de conversa. Está cedo.

Tenho muita coisa boa pela frente, ainda.

O luto machucou, mas não desaprendi a sonhar. Não de todo.
 


Estou sempre falando de escrita criativa ou de redação pra blogs, o que é confortável e limitado; por isso, dessa vez, me forcei a fugir dessas muletas, e quero registrar que foi bastante desafiador. Cortei muitos trechos, modifiquei seções, desisti de pautas. Que difícil, viu? Porém, conforme dito no início, depois o tempo passa, e, se eu não anoto essas coisas, sinto falta.

É um esforço mental, confesso, e até mexeu com a minha autoestima, mas é importante que eu faça isso, sobretudo no EON afinal, onde mais eu teria tanta segurança? O passar dos anos nunca me é misericordioso com a memória, mas eu não quero conseguir me lembrar apenas da escrita. Hoje eu sou mais que escritora, por mais que esse vá, para sempre, ser um lado meu extremamente valioso.

Sempre falarei de escrita criativa e blogs no EON. Dessa vez, só dessa vez, me dou o microfone pelo resto da tarde — pra falar só de mim.

Eu comecei a redação de hoje em novembro de 2025, e tinha planos de terminar e publicar o texto até dezembro, mas no final do ano me vi exausta com todas as tarefas necessárias para colar grau adequadamente, então resolvi postergar; não tinha porque me forçar, já que o EON é um hobbie. O artigo foi finalizado apenas em março de 2026, e, de lá pra cá, muito do que eu falei aqui mudou. Eu não diria que resolvi os B.O.s, mas tem bastante meta já em andamento, sabe?

Editar a publicação me permitiu refletir sobre o último ano (janeiro a dezembro de ‘25), bem como nos últimos seis meses (outubro de 2025 a março de ‘26). Que bom que eu decidi escrever esse texto aqui, de verdade, cara. Uhuuul! Viva ao journaling em blog pessoal, hehe.

Até mais, fanfimor! Eu tenho um perfil no Twitter (fanfiqueitudo), mas não uso ele; tenho um no Tumblr, também (emoutrasnotas), e esse eu uso com frequência. O Dreamwidth nos notifica via e-mail, então se quiser me contatar é só comentar em qualquer um dos meus textos. Beijo!

6.716 palavras, 21h de tempo ativo. O texto foi redigido totalmente com inteligência humana.


Nota para o futuro: adicionar as imagens do artigo!!!

Tool Use

Mar. 15th, 2026 04:17 pm
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Today my partner Doug asked me to remove a bunch of staples for him.  I first looked for my staple remover but couldn't find it.  Instead I grabbed the tiny screwdriver that I got from Power Plus at the Home and Garden Expo.  It actually worked better.  Because it's swag, the screwdriver tip is very thin and narrow.  That made it a lot easier to slide under the ends of the staples to open them, then slide under the wide part of the wire to twist it loose.  Staple removers typically have very thick teeth that can be difficult to get under the wire.  So this is now my staple remover of choice, and will live in my office drawer.  :D

What most people call luck or opportunity is, in my observation, largely situational awareness.  I needed a tool; I thought about what would work; I used what I had.  And then I noticed that it worked better than a dedicated tool from the past.  A small discovery, but it makes my primate brain very happy. 

Cyberspace Theory

Mar. 15th, 2026 01:20 pm
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AO3 BS

AO3 is apparently crashing out again... Le sigh, do NOT get me wrong I do adore that site (for reading... I've yet to use it as a writer) but damn this just keeps happening.

Frequent service outage is one of the later signs of platform degradation heading for collapse. Always stay alert for warning signs, because they help you save your data and shore up contact with friends before it is too late.

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Birdfeeding

Mar. 15th, 2026 01:14 pm
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Today is cloudy and cool with howling wind. It's up to 18mph. A beautiful day to stay indoors and write!

I fed the birds. Unsurprisingly, I haven't seen any. I expect they're all huddled in whatever shelter they can find.

I put out water for the birds.

EDIT 3/15/26 -- I did a bit of work around the patio.

I've seen a small mixed flock of sparrows and house finches.

EDIT 3/15/26 -- I did more work around the patio.

A tiny scilla is blooming white in the purple-and-white garden.

It's starting to rain.

I am done for the night.

Science

Mar. 15th, 2026 12:16 am
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This video beautifully demonstrates the use of art in education, showing how trees catch and release water to help drive the hydrologic cycle.  Without forests, you get a drought-flood situation instead. :/

Today's Adventures

Mar. 14th, 2026 10:36 pm
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Today we went to Middlefork at the Mall in Lincoln Square Mall in Urbana. This is a big flea market, although not quite as big as the last one we caught. We both found some great stuff.

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Urbana Free Library Seed Exchange

Mar. 14th, 2026 09:07 pm
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Yesterday I discovered the Seed Library Network. I was delighted to find one near me. (See Today's Adventures for our other activities.)

Today we visited the Urbana Free Library Seed Exchange. It's on the second floor. We rode the elevator up, and the display was big enough to be seen from where the elevator lets out. Seeds are stored in drawers, sorted by type. There are sections for flowers, herbs, and vegetables. Some of the really popular ones have their own drawer; others are grouped together. Unopened packets of commercial seed are filed as they are, for folks who want to know exactly what they're getting. Opened packets or homegrown seeds are put in envelopes by library staff. With wildflower and landrace seeds, especially mixes, you may get more surprises.

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Wildlife

Mar. 14th, 2026 08:06 pm
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Scared of spiders? Scientists say the real nightmare is losing them

Scientists discovered that nearly 90% of North America’s insects and arachnids have no conservation status—revealing a huge blind spot in protecting the tiny creatures that keep ecosystems running.

Spiders and insects may not be fan favorites, but they are vital to the health of ecosystems—and scientists barely know how they’re doing. Researchers found that nearly 90% of North America’s insect and arachnid species have no conservation status, leaving their fate largely unknown. Even more striking, most states don’t protect a single arachnid species. The study warns that these overlooked creatures are essential to planetary health and urgently need better monitoring and protection.



Let me be blunt here: the insect (arthropod) apocalypse is going to pull the rug out from under the biosphere. Plants are the producers for most of the ecosystem; many essential plants rely on insects for pollination or other services. And the next layer is invertebrates, mostly arthropods -- they break down dead material to a size that fungi can deal with, they pollinate, they move seeds, they feed most of the next level up such as birds, amphibians, etc. Spiders in particular keep the rest of that arthropod mess in check so we're not buried alive in flies, mosquitoes, and so on. They're some of the tiniest predators and they're absolutely vital.

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Creative Jam

Mar. 14th, 2026 08:04 pm
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The March [community profile] crowdfunding Creative Jam is now open with a theme of "Opportunity."


What I Have Written

A prompt from [personal profile] dialecticdreamer inspired the free-verse poem "Hidden Opportunities." Juan Carlos likes visiting Schrodinger's Heroes for the opportunity to step outside his usual role and relax.
70 lines, Buy It Now = $35

"Colorful Opportunities" is the freebie.


From My Prompts

[personal profile] gs_silva took my prompt "Opportunity is using someone else's waste product as your raw material" as inspiration for an adorable picture and description from Alien Romance. :D


Birdfeeding

Mar. 14th, 2026 11:52 am
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Today is cloudy and chilly.

I fed the birds.  I've seen a mixed flock of sparrows and house finches.

I put out water for the birds.

3/14/26 -- I did a bit of work around the patio.

I am done for the night.

 

Philosophical Questions: Pictures

Mar. 14th, 2026 12:16 am
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People have expressed interest in deep topics, so this list focuses on philosophical questions.

What will be/are some of the by-products to society of everyone having the ability to take pictures or a video at any time?

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Communities

Mar. 13th, 2026 11:04 pm
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Separation of Church and Parking Lot

How can we repurpose church parking lots for the better?

But unlike the bank in the bottom left of the first map, whose lot is never full—even predictably so—and where one might justify changing the parking requirements to accommodate this phenomenon, churches are assembly halls. Once or twice a week, they do fill up.

And unlike the banks, churches, mosques, temples, and other houses of worship are civic spaces. These spaces are where neighbors come together to share meals and company, or where folks from dispersed corners of a city unite under a common purpose. If a city lacks the density to begin with, and driving to church is the obvious option, there is no good argument for denying a church its parking—they use it!

But a dilemma lies in the five or six days of the week in which these lots sit empty. Churches and other houses of worship are amenities within neighborhoods, but blocks of street-facing parking lots are the opposite. They sit unused for about 250 to 300 days of the year.


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Safety

Mar. 13th, 2026 10:42 pm
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Scientists warn that a certain type of earthquake is much more destructive and being overlooked

In a typical quake, a rupture spreads along a fault at a speed slower than shear waves, seismic waves that shake the ground sideways. A supershear rupture outruns those waves, so energy piles up at the rupture tip and forms a sharp shock front.

That shock front is why these quakes can be so damaging. A nearby town can get hammered first by the high speed rupture front, then by the trailing waves in what Elbanna describes as a “double strike”.

Today's Adventures

Mar. 13th, 2026 08:05 pm
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Today we went to the Home and Garden Expo at the Otto Center. The parking lot was so full, we had to go all the way in the back to find a space -- there's a whole extra lot back there that we'd never even seen before.

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Gardening

Mar. 13th, 2026 07:22 pm
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Seed Library Network
This website has extensive resources on seed libraries and seed swaps.

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